DISCOGRAFIA //// BIO //// AGENDA ////
 CONTATO //// FACEBOOK //// YOUTUBE

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Abandonada, Casa da Cultura Platinense definha;

Local foi flagrado sujo, esquecido e entregue à ação do tempo


Felipe Campos Peres  - Matéria publicada na edição de sexta-feira (23/11) da Tribuna do Vale

“Interditada desde 2009, a Casa da Cultura Platinense, único prédio da cidade tombado pelo Patrimônio Histórico Estadual, está abandonada, suja e esquecida. O local, que já serviu para apresentação de espetáculos, shows e refúgio de artistas, hoje não recebe sequer limpeza. O camarim do teatro, localizado aos fundos do palco, está praticamente descoberto de telhas e transformou-se em um imenso pombal. Já o auditório está sujo e as poltronas cobertas de poeira.
O único espaço limpo e adequado existente no prédio da Casa da Cultura Platinense é o saguão do teatro, que é utilizado todas as terças-feiras para a apresentação de artistas locais, do projeto Talentos da Terra. É importante lembrar que o local será palco de apresentações de alunos da escola musical Spaço Arte e Música, na próxima segunda-feira e terça-feira. Na semana que vem, no dia 29,  vai sediar a Campanha Nacional de Prevenção do Câncer de Pele. 
Porém, basta entrar no auditório do teatro para ver o abandono que tem sofrido: muita poeira cobre as poltronas, pedaços de papel e folhas secas forram o chão de carpete vermelho, garrafas de bebida e até restos de comida estão jogados nos assentos e no chão. O palco está forrado com uma camada espessa de poeira e buracos no telhado permitem a entrada de água em dias de chuva.
E o desdém com o prédio histórico não para por aí. Os camarins estão destruídos e os móveis sendo corroídos por cupins. Nos fundos do teatro há ainda um espaço semelhante a um almoxarifado, onde documentos da Fundação Cultural, fitas de VHS e até livros estão também abandonados, cheios de poeira e expostos a ação do tempo.
O diretor do Departamento de Cultura de Santo Antônio da Platina, Carlos Alberto Teixeira da Annunciação, conhecido na cidade como Carlos Boy, mostrou-se surpreso com a sujeira do local. Ele justificou o abandono: “Nós só limpamos a área que nos é permitida, ou seja, o saguão”, disse. Outra justificativa encontrada por Carlos Boy pela falta de limpeza no auditório é a interdição do local. No entanto, o diretor não soube precisar se a entrada de funcionários da limpeza também não é permitida. A secretária de gestão da prefeitura, Neli Aparecida Arruda de Oliveira, foi procurada para comentar o caso, mas não pôde atender a reportagem.
O diretor afirmou que não entrava no auditório há algum tempo devido a interdição e alegou que a sujeira espalhada pelo local deve ter sido levada para dentro do auditório por pessoas não autorizadas.
Em relação aos camarins, Carlos Boy se esquivou e afirmou que o problema é decorrente de outras gestões. “Não temos permissão para colocar nenhuma lâmpada aqui sem autorização do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional)”, respondeu.

Piano estava coberto por uma cortina


     Na tarde de ontem, o afinador de pianos Valdenir Paulino de Oliveira, estava afinando o piano de quarto de cauda Essenfelder, e fazendo sua limpeza. O instrumento, aparentemente em bom estado de conservação, estava coberto por uma cortina e alojado próximo a um sofá infestado de cupins. Por sorte, segundo o afinador, o instrumento não foi tomado pelo inseto. “O piano tem que ser conservado em um local que não seja úmido e não pode tomar sol diretamente”, explicou. No entanto, ele estava guardado no saguão da Casa da Cultura, sem manutenção há mais de um ano. De longe, o instrumento parece estar em bom estado, porém, de perto, percebe-se que está repleto de riscos e algumas rachaduras na madeira também são evidentes.
     O abandono do instrumento musical, avaliado em R$ 35 mil, foi denunciado por uma reportagem da Tribuna do Vale em agosto de 2009. Na ocasião, ele foi flagrado coberto de poeira e deixado, abandonado, em um canto do palco do teatro. Há indícios também que o piano já foi utilizado por capoeiristas para treinar saltos ornamentais. “Me disseram que viram pessoas subindo sobre o piano para treinar saltos”, disse um funcionário que preferiu não se identificar.
O diretor do Departamento de Cultura, Carlos Alberto Teixeira da Annunciação, também conhecido como Carlos Boy, garantiu que o setor responsável está estudando um outro local para alojar o instrumento.” 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...