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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Diário de Bordo: Abrindo o Jogo


Não sei dizer se foi devido ao intenso fluxo de público ou idéias que o blog vem sofrendo nos últimos dias, ou por outro motivo oculto, fato é que resolvi falar aqui, abertamente no Sessão Sonora, sobre algo que há um tempo se tornou comum na minha vida, mas que de certo modo complicou a minha agenda durante esse ano. Bem o assunto que vou tratar a seguir é... Epilepsia.

“Epilepsia é uma alteração na atividade elétrica do cérebro, temporária e reversível, que produz manifestações motoras, sensitivas, sensoriais, psíquicas ou neurovegetativas (disritmia cerebral paroxística). Para ser considerada epilepsia, deve ser excluída a convulsão causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos, já que são classificadas diferentemente. A palavra epilepsia vem do grego epilepsia, 'doença que provoca repentina convulsão ou perda de consciência', pelo latim epilepsia.” (Totalmente chupado da Wikipedia)

DSC00356Antes que você pense que o Sessão Sonora se transformou em um blog de medicina, eu já explico os motivos que me vieram a fazer esse post. Quando criança, e durante a adolescência, sofri algumas crises convulsivas que exigiram alguns cuidados especiais, principalmente durante a adolescência, o que na época, confesso que me assustou, devido as preocupações excessivas sobre um assunto que era novidade. Fato é, que um bom tempo passou (cerca de 5 anos sem crise), e eu, já estava habituado a uma rotina sem os cuidados que alguém nessa situação precisa tomar, e na metade desse ano, as tais crises começaram a voltar. Bem, após uma série de exames, e de uma calibrada na dosagem de medicamentos, feita por um médico especialista (claro), vejo tudo caminhando para a normalidade.

A questão é, que como esse blog, acabou se tornando ponto de encontro de um pessoal que gosta de um tipo de som em comum, e muitas vezes tem vontade de seguir a mesma trajetória, acabei pensando que, provavelmente, pode haver alguém na mesma situação que eu, e por falta de informação, ou por algum outro motivo, pode estar tão assustado quanto eu quando comecei a ter crises durante a adolescência, para estes, eu deixo alguns pontos a serem considerados:

Epilepsia não é um dom divino, nem maldição e nem piada.

Neil Young, um dos ícones do Folk-rock. Achou o tratamento para as crises na busca pela estabilidade pessoal

Normalmente, quando você é encaminhado ao primeiro médico após uma crise dessas, ou mesmo algum parente que é mais ou menos (mais pra menos) informado no assunto, e tenta com toda a boa vontade te animar, vai provavelmente esbarrar no assunto: “Mas essa doença, é a doença dos gênios... Porque Machado de Assis, Van Gogh tinham...”. Bem se você quer acreditar que a epilepsia pode te oferecer um qi mais elevado ou algo do tipo, o problema é seu. O que esse discurso deveria se atentar realmente, é que na verdade, esses grandes intelectuais, não tiveram durante sua vida, grandes impossibilidades de desenvolver seu talento. Assim como, Neil Young e Eric Clapton, dois dos meus maiores ídolos, também lidaram com esse distúrbio de forma natural, achando um tratamento durante esse processo de conflito, e da mesma maneira, tudo isso não tem me impedido de me apresentar nos festivais que venho tocando, de trabalhar e de estudar. Para finalizar, 3 coisas que são indispensáveis:

1. Colocar as horas de sono em dia

2. Cuidado com os excessos

3. Bons amigos que saibam como lidar e respeitem esse tipo de situação.

Acabei estendendo mais do que devia, mas acho que alguma serventia terá. Abraço a todos que vem acompanhando o Sessão Sonora. Em breve, material do novo EP.
www.myspace.com/antonioaltvater

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